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04 novembro 2010

SPED: Falando a mesma língua do Fisco

Você ainda acredita que este assunto não lhe diz respeito?

Lamento informar que vocês está errado.

 

O ano vai terminando e a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) se intensifica, com o aumento dos esforços das autoridades fiscais estaduais nesse sentido. Em 2011, entrará em nova e decisiva etapa, ao incluir a EFD-PIS/Cofins, abarcando com isso milhares de empresas.

 

Para se ter ideia da abrangência disso, a sistemática compreenderá cerca de 9 mil pessoas jurídicas submetidas ao Acompanhamento Econômico-Tributário Diferenciado, sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real para fatos geradores ocorridos a partir de em 1º de janeiro de 2011; e em torno de outros 150 mil contribuintes sujeitos à mesma tributação com base no Lucro Real, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho do próximo exercício.

 

Mais adiante, também se incluirão nesse universo aproximadamente 870 mil empresas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012.

 

Nesta verdadeira corrida contra o tempo, estados como Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte já ampliaram significativamente a obrigatoriedade da EFD (SPED Fiscal ICMS/IPI) para 2011, mostrando uma nítida tendência para a adoção de medidas impactantes e de curto prazo.

 

Analisando este novo panorama, torna-se imperativa a existência de uma verdadeira sinergia entre contadores e empresários, inclusive com a utilização de ferramentas que facilitem a vida empresarial, como a implantação de softwares de gestão (ERP) compatíveis com a nova realidade digital.

 

Sem isso, o prejuízo para as empresas será enorme, especialmente no caso das pequenas, que já sobrevivem em meio a uma elevada carga tributária e à implacável burocracia governamental. As companhias deste porte devem buscar apoio, o quanto antes, para aprimorar seus procedimentos, cadastros e pessoal desde já.

 

Com a troca de informações via papel (envelope pardo), realizada ainda hoje, o contador eleva seus custos e o empresário aumenta seus riscos, ao passo que integrado a um ERP, esse intercâmbio fundamental de dados assume uma conotação tão diferenciada quanto o próprio estágio de evolução que o fisco exprime hoje por meio do SPED e todos os seus desdobramentos.

 

A cloud computing, ou computação em nuvem, por exemplo, é uma ágil ferramenta que se utiliza da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade.

 

O sistema é um grande aliado do contador, por exemplo, que, por meio de um sistema operacional disponível na Internet, a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independentemente da plataforma utilizada. Essa engenhosidade toda contribui significativamente para a maximização de resultados e a minimização de perdas.

 

Este é o futuro que começa a se fazer presente no cotidiano das áreas financeiro-contábil, trazendo resultados bastante positivos para as empresas. A implantação de programas como SPED e Nota Fiscal Eletrônica, além da própria EFD, mostra que a tecnologia só faz bem ao ambiente empresarial, contribuindo ainda para uma melhor interface entre contribuinte e fisco. Afinal de contas, sinergia pouca é bobagem nos dias de hoje.

 

 

http://www.robertodiasduarte.com.br/

SPED: Falando a mesma língua do Fisco

Você ainda acredita que este assunto não lhe diz respeito?

Lamento informar que vocês está errado.

 

O ano vai terminando e a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) se intensifica, com o aumento dos esforços das autoridades fiscais estaduais nesse sentido. Em 2011, entrará em nova e decisiva etapa, ao incluir a EFD-PIS/Cofins, abarcando com isso milhares de empresas.

 

Para se ter ideia da abrangência disso, a sistemática compreenderá cerca de 9 mil pessoas jurídicas submetidas ao Acompanhamento Econômico-Tributário Diferenciado, sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Real para fatos geradores ocorridos a partir de em 1º de janeiro de 2011; e em torno de outros 150 mil contribuintes sujeitos à mesma tributação com base no Lucro Real, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho do próximo exercício.

 

Mais adiante, também se incluirão nesse universo aproximadamente 870 mil empresas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no Lucro Presumido ou Arbitrado, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2012.

 

Nesta verdadeira corrida contra o tempo, estados como Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte já ampliaram significativamente a obrigatoriedade da EFD (SPED Fiscal ICMS/IPI) para 2011, mostrando uma nítida tendência para a adoção de medidas impactantes e de curto prazo.

 

Analisando este novo panorama, torna-se imperativa a existência de uma verdadeira sinergia entre contadores e empresários, inclusive com a utilização de ferramentas que facilitem a vida empresarial, como a implantação de softwares de gestão (ERP) compatíveis com a nova realidade digital.

 

Sem isso, o prejuízo para as empresas será enorme, especialmente no caso das pequenas, que já sobrevivem em meio a uma elevada carga tributária e à implacável burocracia governamental. As companhias deste porte devem buscar apoio, o quanto antes, para aprimorar seus procedimentos, cadastros e pessoal desde já.

 

Com a troca de informações via papel (envelope pardo), realizada ainda hoje, o contador eleva seus custos e o empresário aumenta seus riscos, ao passo que integrado a um ERP, esse intercâmbio fundamental de dados assume uma conotação tão diferenciada quanto o próprio estágio de evolução que o fisco exprime hoje por meio do SPED e todos os seus desdobramentos.

 

A cloud computing, ou computação em nuvem, por exemplo, é uma ágil ferramenta que se utiliza da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade.

 

O sistema é um grande aliado do contador, por exemplo, que, por meio de um sistema operacional disponível na Internet, a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independentemente da plataforma utilizada. Essa engenhosidade toda contribui significativamente para a maximização de resultados e a minimização de perdas.

 

Este é o futuro que começa a se fazer presente no cotidiano das áreas financeiro-contábil, trazendo resultados bastante positivos para as empresas. A implantação de programas como SPED e Nota Fiscal Eletrônica, além da própria EFD, mostra que a tecnologia só faz bem ao ambiente empresarial, contribuindo ainda para uma melhor interface entre contribuinte e fisco. Afinal de contas, sinergia pouca é bobagem nos dias de hoje.

 

 

http://www.robertodiasduarte.com.br/

SPED: Novos paradigmas para os ERP’s

Quanto sua Empresa esta comprometida?

Quanto seus Fornecedores estão comprometidos?

Quanto você confia que seus Fornecedores poderão continuar acompanhando e respondendo as demandas que ainda virão?

 

No atual mundo corporativo, a atuação individual de determinado departamento, sem qualquer preocupação com possíveis reflexos sobre os demais, é sinônimo de suicídio empresarial. Principalmente sob a égide do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), a ser implantado por cerca de 5 milhões de empresas nos próximos anos.

 

Delegar essa missão complexa a apenas um segmento da organização é relembrar os tempos em que a seleção de um ERP (Enterprise Resource Planning) era função do técnico da informática. Para quem entende de martelo, toda solução é prego, diriam alguns. Incrivelmente, há quem acredite até hoje em certas máximas na mesma linha.

 

Por exemplo, a de que o contador é capaz de resolver sozinho tudo que se relacione ao SPED Contábil; que o pessoal do Fiscal está com 80% do SPED da área concluído; ou mesmo que a empresa de tecnologia já resolveu totalmente a questão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). “Afinal, já emitimos milhares de notas eletrônicas em nossa empresa”, pode dizer aquele gestor mais afoito e sem o mínimo discernimento sobre a exata abrangência dos muitos fatores envolvidos. “E se no final sair algo errado? Bem, aí restará o alento do jurídico, em meio a processos e liminares”, completaria sem pestanejar o mesmo executivo.

 

O fato que poucos já perceberam é o poder do SPED em transformar profundamente todas as atividades da empresa, impondo transparência, agilidade e confiabilidade nas suas informações. Aliás, transcende os muros organizacionais ao integrar fornecedores, parceiros e clientes ao maior B2B (business to business) do planeta, a partir de uma relação B2G (business to governement) igualmente gigantesca.

 

O arquivo XML, que na prática personifica tudo isso, contém informações fiscais, contábeis, tributárias, comerciais, logísticas, jurídicas, enfim, a própria inteligência empresarial desde a recepção das mercadorias até seu despacho, tendo nas duas pontas a NF-e e no meio do processo, infindáveis protocolos e siglas.

 

Ora, com todos esses novos procedimentos em cena, muitos diretores de empresas podem ceder à tentação de achar que tudo se resolverá de forma simples, bastando para tal que contrate um bom ERP. Novamente, ledo engano.

 

Desta vez, a culpa não será do sistema. Ou, pelo menos, não só dele. Afinal, a inteligência empresarial está em quem selecionou um software compatível com a sua realidade de negócio, mas que também acompanhe o novo e complexo mundo fiscal ao redor. Em quem o configurou, inseriu regras de cálculos, alíquotas, NCMs, códigos fiscais e regras contábeis, além de manter o sistema bem nutrido de regras tributárias que mudam a cada 26 minutos, conforme já demonstraram as estatísticas.

 

Em meio à necessidade de haver pessoas aptas para lidar com toda essa nova sistemática, o melhor é capacitá-las, ao invés de simplesmente treiná-las. Não basta adestrá-las para digitar corretamente, é preciso bem mais que isso: responsabilidade e plena consciência dos riscos envolvidos para a empresa e seus clientes.

 

Afinal, uma NF-e emitida com os códigos errados desvaloriza o produto, infecta o sistema de quem o recebe com vírus fiscal e, consequentemente, coloca em cheque o real valor do toda a operação.

 

Daí não valer a pena o empresário perder tempo pensando em como ajeitar as coisas para não gastar muito por conta desse tal SPED. A nova dinâmica nos procedimentos administrativos deve ser vista como investimento e não despesa. É inócuo e enganoso “economizar” no software ou, no máximo, pagar um treinamento qualquer para a equipe fiscal nessa hora. Um sistema de qualidade duvidosa e práticas inconsistentes no dia a dia apenas aceleram os erros e os transmite ao mercado e ao Fisco igualmente mais rápido.

 

Gente capacitada e responsável, combinada à adoção de bons processos internos. Esses sim são caminhos certeiros a se trilhar, a despeito de prestidigitações ou soluções fáceis, que agora se sabe mais do que nunca: simplesmente não existem.

 

Fonte: Blog do Roberto Dias Duarte

27 outubro 2010

Nota fiscal eletrônica: empresas que não se adaptaram podem ser multadas

Empresas que ainda não se adaptaram podem sofrer penalidades.

 

Novo sistema aumenta transparência e diminui sonegação. Empresas obrigadas a emitir Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) que ainda não se adequaram ao novo sistema podem ser multadas. A NF-e é exigida para empresas dos mais variados setores econômicos e de todos os portes, incluindo micro e pequenas inscritas no Simples Nacional. A obrigatoriedade não é válida para Empreendedores Individuais.

 

O analista do Sebrae-MG Haroldo Araújo explica que as tradicionais notas em papel perderam a validade para todas as atividades econômicas enquadradas no novo sistema. “Muitas empresas obrigadas a adotar a NF-e continuam a utilizar a nota em papel. Essas transações são inválidas. É como se elas estivessem vendendo sem nota fiscal”, alerta.

 

A NF-e foi instituída em caráter nacional em 2005 e está sendo implantada gradativamente. O documento já é obrigatório para contribuintes de ICMS que desenvolvem atividade industrial, de comércio atacadista, de distribuição, para empresas que vendem mercadorias para a administração pública e para outras unidades da federação.

 

Certificação digital

 

Para se adaptar ao novo sistema, é preciso adquirir uma certificação digital. Existem órgãos licenciados pela Receita Federal que podem emitir esse certificado. O serviço tem um custo para os empresários, que gira em torno de R$ 350,00 com validade para cerca de três anos. O valor está diminuindo devido à entrada de novas empresas que prestam o serviço. Além da certificação, as empresas também precisam fazer download de software para emissão de Nota Fiscal.

 

Benefícios

 

O novo processo aumenta a transparência nos processos de emissão e recebimento de documentos fiscais, diminuindo a sonegação e as fraudes. Também permite o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelas Secretarias da Fazenda. As empresas poderão reduzir custos com a impressão das notas.

 

Para saber mais:

 

Portal da Nota Fiscal Eletrônica: http://www.nfe.fazenda.gov.br/portal/

 

Receita Estadual: http://www.fazenda.mg.gov.br

 

Redação: Comunica Geral

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae-MG

 

http://comunicageral.com.br/blog/2010/10/07/nota-fiscal-eletronica-...

 

05 outubro 2010

Sped Contábil: Números Oficiais comprovam falta de conhecimento na área

Das cerca de 150 mil empresas tributadas pelo lucro real, exatas 129.782, ou seja, 86,5% do total, já entregaram ao fisco o arquivo do Sistema Público de Escrituração Fiscal (SPED). Esses números, que acabam de ser divulgados pela Receita Federal do Brasil, dão conta ainda de que São Paulo, com 45.912 empresas, liderou esse volume, seguido por Minas Gerais (13.437), Rio Grande do Sul (13.434) e Rio de Janeiro (11.457).

 

Embora a implantação sistemática do SPED no Brasil tenha se iniciado em 2006, pouco mais de um quinto dos projetos de adequação (22%,) só teve início neste ano, porcentagem considerável quando se analisa que 7,6% tiveram início apenas dois meses antes da data limite para a entrega dos arquivos eletrônicos.

 

O levantamento mostra ainda que as dificuldades mais comuns encontradas pelos pesquisados ao lidar com o SPED têm sido: conhecimento e compreensão do projeto em si (31,1%); tecnologia (30,5%); adequação de procedimentos empresariais (24,9%) e aspectos contábeis (13,4%).

 

"Sem conhecimento profundo sobre o tema, profissionais e empresas ficam vulneráveis, perdendo prazos ou transmitindo informações inconsistentes, o que é mais grave ainda", afirma Duarte, para quem a capacitação em torno do tema deve ser encarada como prioridade máxima nas organizações que já estão irregulares ou caminham para isso.

 

Para os próximos 18 meses, ele prevê o possível agravamento da situação, tendo em vista a implantação gradativa de novos projetos da área relacionados, por exemplo, a PIS-Pasep/Cofins; Folha de Pagamento (e-FOPAG) e CIAP - Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente, várias deles abrangendo também as empresas do Lucro Presumido, que correspondem à maioria dos negócios existentes no País.

 

Fonte: INCorporativa

 

http://contabilidadenatv.blogspot.com/2010/09/sped-contabil-numeros...

 

A importância da auditoria fiscal eletrônica para os negócios

O termo Auditoria Fiscal sempre causou temor às empresas.

Isso porque a legislação fiscal brasileira é uma das mais complexas do mundo.

Temos mais de 170 obrigações acessórias;

76 tributos do âmbito nacional;

mais de 100 tipos de documentos fiscais e três níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal) com competência legislativa para instituir e cobrar tributos e, além disso, a nossa carga tributária incide sobre toda a cadeia de produção, consumo, renda e patrimônio. Com o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), o medo mais uma vez bateu na porta dessas companhias, pois, se era fácil sofrer uma autuação quando o fiscal visitava a empresa pessoalmente, com o acesso digital, tudo foi facilitado, e as fraudes, sendo por equívoco ou não, geram pesadas multas.

 

Nesse cenário, é necessário lembrar que as ferramentas digitais vieram para auxiliar no domínio dessa complexidade e realmente estão ajudando. Mas é preciso notar que o Fisco também está munido de soluções que com técnicas excelentes promovem o cruzamento de dados e o compartilhamento de informações entre todas as esferas da fiscalização das quais estamos falando. A saída então é antecipar a auditoria dos seus arquivos digitais, antes mesmo de uma fiscalização.

 

Fazer essa auto fiscalização não é tarefa fácil, mas quanto antes começar menores serão os riscos da companhia no pagamento de multas. Os sistemas de auditoria fiscal e contábil analisam os arquivos digitais antes de enviar ao Fisco, tratando desde a base de dados da empresa, na gestão das apurações e recolhimentos de tributos e atendimento à legislação. No caso da NFe do Brasil, estamos atentos às atualização e as novas legislações, pois, como elas são mutáveis e constantes, não é necessário somente tecnologia para manter a ordem fiscal, mas também forte conhecimento do nosso complexo cenário tributário.

 

Não será difícil notar nos próximos anos mais empresas na busca de soluções de auditoria fiscal. Levando em consideração que uma empresa pode ser autuada em até cinco anos, nos próximos teremos bastantes companhias pagando por irregularidades no envio de informações ao Fisco. Algumas podem perder grande parte da sua receita somente com o pagamento de multas, que muitas vezes variam entre 10% e 100% do valor de uma operação. Resumindo, é melhor prevenir que remediar. Afinal, a auditoria fiscal eletrônica não só vai trazer mais assertividade nas informações, como irá também proporcionar agilidade, redução de custos e mais tranqüilidade para sua área fiscal. Investir nesse modelo é investir em segurança e inovação.

 

http://www.resellerweb.com.br/voce_informa/interna.asp?cod=15071

Tributação: a senzala moderna

Segundo o IBPT, os brasileiros, em média, trabalharam até o dia 28 de maio deste ano, para honrar apenas com as suas obrigações com o fisco, sejam elas na esfera municipal, estadual ou federal

 

Por Sérgio Nardi, Administradores.com.br

 

Imagine um escravo do período colonial trabalhando na agricultura, em culturas como cana-de-açúcar, tabaco, algodão e café. Durante muito tempo a escravidão foi a sustentação do sistema econômico, vigente na época, onde o escravo era simplesmente, uma posse de seu senhor, não possuindo assim qualquer direito. Cabendo a este proprietário a responsabilidade de garantir as exigências mínimas de sobrevivência como a alimentação e vestimentas.

 

 

Com a promulgação da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, supostamente extinguia-se ali a escravidão, em todas as suas formas no Brasil. Mas será que hoje, o trabalhador e o cidadão brasileiro podem se orgulhar de sua libertação?

 

 

Transpondo dificuldades modernas como estresse, trânsito, violência urbana, baixa qualidade de vida e trabalho árduo nas empresas e corporações modernas, ou seja, nas novas fazendas feudais, o trabalhador está realmente livre e seguro no mundo moderno?

 

 

Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) os brasileiros, em média, trabalharam até o dia 28 de maio deste ano, para honrar apenas com as suas obrigações com o fisco, sejam elas na esfera municipal, estadual ou federal. São espantosos e absurdos 148 dias de escravidão moderna dedicados ao Estado, que da mesma maneira que os senhores feudais, em troca nos oferecem condições mínimas para a subexistência, atráves de um sistema de saúde pública lastimável, uma segurança negligente e uma educação pública pífia e de baixissíma qualidade.

 

 

Segundo ainda o IBPT, o brasileiro é um dos povos que mais paga tributo no mundo, perdendo apenas para os suecos (185 dias) e para os franceses (149 dias), nesse caso, pelo menos a contrapartida do trinômio educação-saúde-segurança é incomparável a realidade brasileira.

 

 

O estudo do IBPT propicia avaliar e prever que 40,54% da renda bruta dos trabalhadores brasileiros estará comprometida, neste ano, apenas no pagamento de tributos. Praticamente quase metade do que você ganhará ao longo do ano será destinado a obras públicas superfaturadas e inacabadas, gastos com viagens, jantares e despesas de gabinetes, nomeiação nomeação de parentes e amigos a cargos públicos e toda ordem e tipo de benefícios destinados a poucos privilegiados que se alternam no poder, fatos óbvios que colocariam rubros muitos senhores feudais.

 

 

Se por um lado a constituição hoje nos garante o poder de ir e vir e a liberdade de expressão, apesar das inúmera tentativas de cercarem a mesma ultimamente, por outro lado somos reféns modernos de um novo tipo de escravidão, a escravidão tributária.

 

 

A alforria moderna começou podemos dizer que, apenas a partir de junho, quando começamos a aproveitar o período de liberdade, pois a volta a senzala, já tem data marcada e quem sabe, ano que vem com um maior número de dias, de pena a cumprir.

 

 

Sérgio Nardi - palestrante, escritor, especialista em gestão empresarial e autor dos livros "A Nova Era do Consumo de Baixa Renda", "Marketing para o Varejo de Baixa Renda" e "Viva Melhor".

 

http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negoci...